Todo mundo já leu algo sobre a metamorfose da borboleta. É, de fato, um peixeira muito simbólico, mas deixa eu te contar uma coisa: Esse processo não é nada agradável!
Antes de virar borboleta, a lagarta entra em uma espécie de crise. Ela sente um impulso desesperador para sair da planta que a alimentava. Corre, se esconde, como se dissesse: ‘NÃO DÁ MAIS PRA CONTINUAR AQUI.”
Nesse momento da vida, se ela pudesse dizer algo seria como: “agora eu vou morrer!” Ela se enrola num casulo e é nesse momento que vem a pior parte.
Por fora, silêncio, mas dentro daquele casulo os órgãos estão se desfazendo, o sistema nervoso colapsanso, tudo virando uma sopa celular. Ela não sabe se vai sobreviver. Mas segue…
Porém, nada é eterno! Essa fase passa e a sensação de concretude toma espaço. Nesse momento a lagarta começa a perceber que aquela dor toda não era o seu fim, mas também ainda não entendeu direito o que aconteceu. Ela se percebe dentro de um lugar apertado, que não lhe cabe mais, tenta sair daquela situação, até que finalmente consegue romper aquela barreira que a limita.
Tudo está mudado, ela precisa se lançar no desconhecido com partes do corpo que nem existiam antes.
Quando a borboleta rompe o casulo, ela ainda não está pronta. Seu corpo é novo e sua asas ainda estão molhadas. Ela tem a
possibilidade de explorar lugares antes não visitados, o limite agora é o céu. Mas ela precisa de tempo pra entender quem virou, e coragem pra alçar seu primeiro voo.
Na sua vida, talvez isso esteja acontecendo agora. Você não se reconhece, não se encaixa mais, parece que perdeu o controle. Mas, e se isso não foi o fim? E se for o inicio da sua libertar emocional?
É isso que vejo todos os dias na terapia. Pessoas que chegam achando que estão quebradas, quando na verdade estão em
reconstrução.
E RECONSTRUIR. DÁ TRABALHO,
DÓI, DEMORA… MAS VALE A PENA!
Você não está falhando… Você está se transformando! Você não precisa passar por isso sozinha!

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